sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TRILHO

Para dar fim ao jardineiro
É mais fácil esperar que ele se afogue
Dentro de todos os seus jardins
Até não suportar o cheiro das suas plantas

Pobre algoz 
Seria um prazer encontrar na tua maldade
No fim dos meus canteiros
O adiantamento tardio da passagem

Trilhei os melhores caminhos
Não temo deixar de sorrir
São muitos quadros e retratos

A ignorância quase cega
Não repara nas flores
Nem a falta que faz
O sujeito que água o alecrim.