quarta-feira, 23 de abril de 2008
Paraibuna
Depois que a piscina do Benfica ficou pequena para os nossos piques, íamos em bando em fins de tarde hora e meia no Rio Paraibuna ao fundo da Avenida Rosa, hoje Araújo. Havia uma canoa que coava areia formando a praia da nossa infância indígena contemplando a água e desafiando a corrente. A canoa era de vara, remo não tinha. Mergulhavam lontra e capivaras, pacas até. Rã, marreco, sabiá, coleiro e tiziu cantando e dando a bela cambalhota no assobio. A padaria do meu avô foi vendida com todas a guloseimas que eu tanto amava. Eu e o Euler deixamos de entregar com nossas bicicletas os pães matinais dos clientes antigos que adoravam do nosso biscoito fino. Sujaram o Paraibuna, e o Marco Aranha nosso amigo maluco, morreu amarrando o tênis na JK indo pro baile no dia dos namorados no salão de festas da ABCR.