terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crise mundial versus Crise pessoal

E porque não tinha papel
Fiz um cachimbo com o inglês
Do meu Fernando Pessoa

E porque não tive paciência
Cortei tudo mal cortado
E não fiz o verso direito

No fundo do poço um saco
Tudo chato
A bíblia e todos aqueles beatos
Fedendo vela e fofocando da vida alheia

Se eu li muita poesia?
Quase nada! Poesia é um saco
Coisa de gente desocupada
Estou aqui sem fazer nada
Sem saco pra reunião
Emprego ou algo que o valha

Os versos que li foram em sarau
Mas nunca tive saco também

Nunca gostei de escola
Eu gostava de rio
De gente
De pelada
Bicicleta
Sumia naquela Benfica
E dobrava minha mãe e a professora
Com o saco do dever de casa

Se eu pudesse ficava só aqui sentado
Nesse marasmo
Eu não tenho saco para o capitalismo

Eu já to em greve geral pelo colapso mundial
O Lula liga pro Bush e diz que naum vai mais vender comida
Aí um chinês abençoado compra a idéia do sapo barbudo
E a China nãu enche o saco do Papai Noel das criancinha americanas
Um caçador de Bruxas encomenda um um Papai Noel verde
A campanha sai pela culatra e Papai Mao Tsetung
Descarrega a doação de 50 toneladas de brinquedo chinês
O governo Americano desesperado
Se declara socialista e estatiza todos os Bancos
Aí sim teríamos um bom natal.