Tem uma linda de mão no queixo
No espelho da minha cabeça desmemoriada
Soluço de não esquecer
Sol aqui dentro.
. . .
A esquina dorme num saco de torresmo
Na praça da Liberdade feia de cachorro
Bonitas sãs as belas de short petróleo
Correm até a bica e molham seus Nikes
Um Rock pra chocar a sociedade
Bernardo gritando com seus colegas
Que descobrem com eles as belezas da juventude
Volto pra casa passando pelo buteko da esquina
Onde gritam a merda de um futebol
Sinto as dores da antropofagia
A noite vem à minha memória
Assim como não sonho
Tenho escrito com o sol caindo
Durmo de escrever e saio pela noite feito uma lâmpada
Uma lamparina de raios de sal
Menino doido de juízo de fora terra de murilodramas.