Poesia é a perna da capoeira
Arrastando o verso pras moças de Angola
É a batida vermelha
Que risca o povo
É a dança de roda
É o povo na pra praça
Dançando pra revolução
Poesia é o passo da arte
Que acende o fogo
da nova estação
Poesia não tem meio
Nem parte
Poesia é angoleira do fim.