Vejo que o céu deu de limpar agora que a poesia bagunça minha vida
A noite o verso que saiu com lágrimas congelou o coração divino
E o pombo correio que soltei de véspera
Voltou com o fio cortado
O vento da primavera levou as nuvens sem cair uma gota
Quando vi o pombo mudo trovejei
São águas que passaram em minha vida
Mas são águas na minha memória e no coração são cinzas
Verde é tu dentro de mim
Feito uma semente que a primavera trouxe
Rega divina! Que a semente é a flor do amanhã.