O seu jardim dorme de seco
Terra rachada que não dá asa a nenhuma couve
E meu boldo anda a voar na rede
Saltitante feito uma perereca do brejo
O meu verso anda nu de roer cordel
Verso que não é teu
Digo de passagem dos ponteiros
Falo da vida
Nada especificamente
Meus versos gritam muitos nomes e coisas
E grito muito mais o verde do que gente
Sou um cajueiro e minha função é produzir castanha
Fico bêbado de caju
E da castanha faço castelos.