sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Luz versus treva

Somente aqueles com muita energia dentro
São capazes de sentir do vento
O sopro vertiginoso nas trevas
E saírem ilesos da escuridão

Apenas os que auscultam as batidas da regionalidade
Encontram o fio do infinito sublime

O regionalismo é o gargalo de todo antropomorfismo
É o olho do umbigo que avermelha a resistência da razão

Estamos fartos de humanidades vazias
Precisamos colorir a cultura
É preciso romper os elos coloniais
Desfazer as amarras das macaquices

Sair do vólucro da ameba

Uma lapidação vigorosa...
Para novas facetas reluzentes

Um novo sentido para deslocar no tempo

Ao homem-lâmpada!
O bicho olho-de-telescópio
O pós-sapien
O ser da rede
A luz inapagável da razão processada.