Somente aqueles com muita energia dentro
São capazes de sentir do vento
O sopro vertiginoso nas trevas
E saírem ilesos da escuridão
Apenas os que auscultam as batidas da regionalidade
Encontram o fio do infinito sublime
O regionalismo é o gargalo de todo antropomorfismo
É o olho do umbigo que avermelha a resistência da razão
Estamos fartos de humanidades vazias
Precisamos colorir a cultura
É preciso romper os elos coloniais
Desfazer as amarras das macaquices
Sair do vólucro da ameba
Uma lapidação vigorosa...
Para novas facetas reluzentes
Um novo sentido para deslocar no tempo
Ao homem-lâmpada!
O bicho olho-de-telescópio
O pós-sapien
O ser da rede
A luz inapagável da razão processada.