terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desilusões

I
A poesia é minha namorada traída
Esta sim subtraída
Despindo minha vida
Em busca do velho florescido amor
A verdadeira amante
Desta forma adrenalizada de macaco


II
Das cinzas do ninho
Nascem asas que voam árvores

Mordo a realidade
Beijo por linhas tortas

Minha boca grita vida

III
Não suporto mais desilusão
Meu coração está cansado
E batendo manso

Cancelo os desencontros
Debruço e vivo outros afazeres
Lógicos
Sem contato físico
Cada vez menos analógico

Analogia versus repulsão
Eis a tecnologia
A enxada versus a unha

A vida brigando com a morte
Uma luta que é uma vida.

IV
A presença do amor é a fome de vida
E nutre a coragem
Das minhas perdidas
Pelas trilhas de ida

Amo porque sou louco
Nunca vi o certo amar

É um desentendimento de sertão e mar