O poeta e suas encruzilhadas:
A rua grita num silencio soberbo
Os caminhos acenam e chamam
A encruzilhada abre novas veredas
O destino irriga novos vasos
Nesta trama poente de casos novos
A poesia vai sendo relógio
Escrevendo horas em flor de rebento
Vagando e parando
Rasgando destino a dentro
O poeta e sua matéria empírica
Sua metafisica
Sua dialética
Seu existencialismo-fenomenológico
Os quadros de tintas psíquicas
Amarelando verdes
Avermelhando azuis
Neste negrume do ser-tempo
O poeta e suas lutas
Suas escutas cegas
Sua cara pra tapa
Sua capa de verso
Diverso
A sede e a poesia
A panela
O ingrediente
A razão e o paladar
O poeta sol destrincha a lua
Escancara a madrugada
Abre os novos caminhos
Coloca sua matéria em movimento
E publica no universo matemático
Todos os números da sua poesia.