Encruzilhado pelas vielas que se abrem dentro
A correr pelas escolhas traiçoeiras
Que entornam suas chagas
Segue então ao veio faminto
O café que se passa ecoa
No cheiro torto que dobra em ventos
A engolir o soluço que se traga em verso
E a traduzir o aroma dos frutos
As ruas são infinitas em suas trancas
Embolam passos das suas andanças
Nesse escrever dos símbolos inversos
Que põem pedras sob os trilhos de ida
E contorce a vida
Rasgando e colando
quebra-cabeça de palavras recortadas
Bagunçando os rumos incertos
Que conduzem os desvios das encruzilhadas.