E como se o meu corpo fosse a lona de um pneu
Vou me arrastando pelas estradas
Como se minha cabeça perdesse o caminho
Abre-se uma rua que parece um labirinto
E para os pneus tantos pregos
Quanto espinhos para os meus pés
E já não há compaixão ou amor
Apenas desespero e dor
Entre engrenagens enferrujadas
Sou a carne que se esfarinha
O som dos meus passos
Precipitam languidez e peregrinação
Esfolado como um cotovelo
Arrasto-me dentro de casa.