Uma centelha pretende incendiar meus versos
Mais inventiva que uma fogueira
Estupenda como um forno a lenha
E vem de cima pra baixo
Levantando meus órgãos
Empurrando meu coração pra boca
Consome meu sono como madeira
Onde cravo com a lâmina inspirativa
As palavras em combustão
E nessa xilofagia
Com notas acentuadas de morango
Passo o café da minha poesia.