quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vida

A vida não é um chip,  
nem equação de números frios,  
não cabe em fórmulas certas,  
nem se mede em cálculos exatos.  

A vida é risco,  
aquele salto no escuro,  
é ousadia de quem se lança,  
mesmo sem saber o que virá.  

É rabisco torto,  
desenho improvisado,  
a tinta que escorre,  
a mão que vacila e insiste.  

É verso livre,  
não preso em métrica rígida,  
não espera por rimas perfeitas,  
mas pulsa na alma inquieta.  

A vida é um caos lindo,  
é festa e dor entrelaçadas,  
é lágrima e sorriso misturados,  
é o respirar profundo de quem vive.  

Ela não cabe em prateleiras,  
não se encaixa em gavetas,  
é vento que não se prende,  
é fogo que arde e nunca cansa.  

E como dizia Gonzaguinha,  
“É preciso saber viver,  
É preciso amar,  
É preciso cantar...”  

Porque viver é mais que existir,  
é escrever o seu próprio verso,  
mesmo que torto, mesmo arriscado,  
é fazer da vida um poema inacabado.