A vida não é um chip,
nem equação de números frios,
não cabe em fórmulas certas,
nem se mede em cálculos exatos.
A vida é risco,
aquele salto no escuro,
é ousadia de quem se lança,
mesmo sem saber o que virá.
É rabisco torto,
desenho improvisado,
a tinta que escorre,
a mão que vacila e insiste.
É verso livre,
não preso em métrica rígida,
não espera por rimas perfeitas,
mas pulsa na alma inquieta.
A vida é um caos lindo,
é festa e dor entrelaçadas,
é lágrima e sorriso misturados,
é o respirar profundo de quem vive.
Ela não cabe em prateleiras,
não se encaixa em gavetas,
é vento que não se prende,
é fogo que arde e nunca cansa.
E como dizia Gonzaguinha,
“É preciso saber viver,
É preciso amar,
É preciso cantar...”
Porque viver é mais que existir,
é escrever o seu próprio verso,
mesmo que torto, mesmo arriscado,
é fazer da vida um poema inacabado.