É absoluta a certeza do nosso tempo. Ruímos a psicologia da existência humana. Somos os herdeiros embrionários da civilização neolatina paradisíaca do trópico brasileiro, a nova Roma. O mundo novo. Parido pela violência mais hostil que se teve notícia. Filhos miscigenados de Iemanjá, mãe dos desgastados, santidade sexual emergida do impulso criativo dos filhos do sol, os triturados nos moinhos do kapetalysmo-mercantil.A nossa é a história do sangue misturado e derramado. A civilização obra de arte.Somos a encarnação mais espiritual de Dionísio, o Deus grego das artes. Deglutimos as europeidades cristalinas e vomitamos todos os “segredos” do velho mundo.O brasileiro é o espelho de quem vive. É a reação em cadeia da felicidade. Fomos vacinados com a arte Pau-brasil, sem a qual, o modernismo jamais substituiria o arcaico. Fomos nós que desconstruímos o cinema. Reinventamos a democracia, edificamos Brasília, o maior complexo de arte moderna da história da humanidade, símbolo político da nossa civilização. Estamos nos organizando. Ligados, conectados e plugados na filosofia do êxtase, recriamos o sentido épico e inventamos o carnaval-surreal, o maior teatro em movimento do planeta, uma quimera em cada esquina, interligada, desconexa e sacana.A democracia no Brasil se vê na pele, não temos cores singulares na face. Nossa oralidade já deixa de ser lusitana e se converte de maneira vertiginosa no favelês suburbano. No curso, seguimos abalando as estruturas das academias caretas por valer o saber dos sentidos. Só nos interessa a sapiência de quem sente.Energia, nós temos. Nós inventamos, criamos e recriamos em versos. Salvamos a imobilidade. Fomos nós que desenvolvemos o álcool combustível, e dizemos com propriedade, o petróleo é arcaico. O álcool é que é o moderno. O petróleo é fóssil, a biomassa é verde. O petróleo é a guerra do Iraque, o álcool é uma canção de paz. O óleo suja. O álcool limpa. O petróleo é patriarcal, a biomassa é fêmea. A ystétika do novo somos nós.