
O autor desta tela, Lúcio Rodrigues, participou do meu movimento, O Coração de Darwin com esta tela e mais outras 5.
Claro que não saco nada de filosofia. Atrevo-me aqui porque meu caminho cruzou com o do André Andrade, e ter sido dele, aluno de Ciências Políticas quando eu fazia direito, me habilita profundamente fazer um paralelo do Mito da Caverna. Quem entende o Mito da Caverna que é uma parábola escrita pelo filósofo Platão, vai sacar de pronto, a simbologia desta alegoria, pois exemplifica muito bem como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.
Pois bem, tive esta sacada, depois que li “O seqüestrado de Veneza” que é um retrato esboçado por Sartre do pintor Tintoretto (1519-1593), percebi que na verdade a minha poesia se veste desde sua origem da plástica iluminada de Lúcio Rodrigues, que é pra mim, a luz do Tintoretto entrando na caverna do Platão.
No mito da caverna que desfralda a realidade como sendo outra, os personagens-sombras não conseguem rebelar-se pelo fio condutor da luz que vem de fora.
Digo isso, pois, o veneziano Tintoretto, como era conhecido Jacopo Robusti por sua energia fenomenal em pintar, foi chamado O Furioso, e sua dramática utilização da perspectiva e dos efeitos da luz fez dele um dos precursores do Barroco. Seu pai, Battista Robusti, era tintore (tingia seda), o que lhe valeu o apelido.
O pai de Lúcio Rodrigues foi operário da Imbel, fábrica de artefatos.
Lúcio Rodrigues é o fenômeno da arte libertária no Brasil, de origem operária, cresceu nas ruas da minha amada Benfica.
Eu cresci assistindo o Lúcio pintando as pessoas com suas tatuagens, com seus cenários magníficos de balé, teatro, ele se tornou o artista da sua comunidade, uma coisa meio messiânica, hoje se você pergunta quem é o artista de Benfica, todo mundo sabe dizer. O Lúcio é a essência da arte. É o artesão de Benfica. Um sujeito excitante. Louco, anarquista, genial, fino, recatado, probo, grande sujeito, grande cidadão. Um cara libertário, descolado, bem humorado, irreverente.
Seu trabalho é da maior perfeição artística que conheci. Ele é um retratista realista perfeito. Reproduziu em pontos de ônibus de Juiz de Fora, sob grafite a obra de vários artistas, impressionante a Tarsila do Amaral defronte a multinacional B.D.
Pois bem, tive esta sacada, depois que li “O seqüestrado de Veneza” que é um retrato esboçado por Sartre do pintor Tintoretto (1519-1593), percebi que na verdade a minha poesia se veste desde sua origem da plástica iluminada de Lúcio Rodrigues, que é pra mim, a luz do Tintoretto entrando na caverna do Platão.
No mito da caverna que desfralda a realidade como sendo outra, os personagens-sombras não conseguem rebelar-se pelo fio condutor da luz que vem de fora.
Digo isso, pois, o veneziano Tintoretto, como era conhecido Jacopo Robusti por sua energia fenomenal em pintar, foi chamado O Furioso, e sua dramática utilização da perspectiva e dos efeitos da luz fez dele um dos precursores do Barroco. Seu pai, Battista Robusti, era tintore (tingia seda), o que lhe valeu o apelido.
O pai de Lúcio Rodrigues foi operário da Imbel, fábrica de artefatos.
Lúcio Rodrigues é o fenômeno da arte libertária no Brasil, de origem operária, cresceu nas ruas da minha amada Benfica.
Eu cresci assistindo o Lúcio pintando as pessoas com suas tatuagens, com seus cenários magníficos de balé, teatro, ele se tornou o artista da sua comunidade, uma coisa meio messiânica, hoje se você pergunta quem é o artista de Benfica, todo mundo sabe dizer. O Lúcio é a essência da arte. É o artesão de Benfica. Um sujeito excitante. Louco, anarquista, genial, fino, recatado, probo, grande sujeito, grande cidadão. Um cara libertário, descolado, bem humorado, irreverente.
Seu trabalho é da maior perfeição artística que conheci. Ele é um retratista realista perfeito. Reproduziu em pontos de ônibus de Juiz de Fora, sob grafite a obra de vários artistas, impressionante a Tarsila do Amaral defronte a multinacional B.D.
Ainda volto aqui para falar como o Lúcio produz as tintas e reproduz tanta luz.