O que não se assemelha
Que sorri pra vida
O guardião das acácias
O que não tem nome
Nem sobrenome
Que entende a noite e o bacurau
O que não tem forma
A deformidade
O multilateral
O estrondo em silêncio
Dos olhos que cantam
Vibrantes
O que não se veste
Mas que é vestido
O retalho que pulula
O que a palavra veste
A nudez do calado
O verso
Somente a forma me mata
O tédio
O óbvio
O mesmo
Sou estável em ser instável
A rotina me assassina
Eu me suicido de roer unhas