segunda-feira, 26 de maio de 2008

Estável

O que não se assemelha
Que sorri pra vida
O guardião das acácias

O que não tem nome
Nem sobrenome
Que entende a noite e o bacurau

O que não tem forma
A deformidade
O multilateral

O estrondo em silêncio
Dos olhos que cantam
Vibrantes

O que não se veste
Mas que é vestido
O retalho que pulula

O que a palavra veste
A nudez do calado
O verso


Somente a forma me mata
O tédio
O óbvio
O mesmo

Sou estável em ser instável
A rotina me assassina
Eu me suicido de roer unhas