segunda-feira, 19 de maio de 2008

Futebol é ópio

Meu pai era flamenguista. O pai dele fluminense, já o meu avô materno, botafoguense. Em Juiz de Fora time de Minas não tem vez.
O ídolo direto da minha geração era o Zico. Mas o meu barato sempre foi o Che Guevara, embora eu não fosse ruim de pelada.
É preciso partir de um profundo marxismo para se chegar à idéia de que o futebol é uma religião alienante e bobalizadora tal qual apontou o gênio Karl.
O futebol está entre os produtos mais cobiçados pelos bandidos capetalistas, há uma máfia atuante aí. Não é novidade pra ninguém.
O futebol sempre foi um instrumento da direita. Na Revolução Industrial, que bombou na Inglaterra, cada partida era um ensinamento de regras, juiz, concorrência, ataque, defesa e expulsão (demissão sumária) da linha de jogo/produção.
Com o tempo, a alienação das grandes massas aliada ao advento do desenvolvimento da sociedade de consumo, o futebol se tornou o grande espetáculo circense moderno. Onde o povo desperdiça toda sua energia revolucionária adorando camisas que nada representam em suas vidas, exceto a satisfação de gritar gol quando a bola entra. Que tolice. Efeito cheira-cola. Uma marola extasiante e mais nada.