E levou pra sua sorte
A minha alma a transbordar de mar
Praia sem fim das ilusões sem cores
O dia está anêmico como o céu dentro de mim
Continuo aqui inerte feito um Macunaíma
As coisas tomam forma e se tornam amargas
À mesa um prato vazio e outro meu
Olho pela varanda e a rua muda
E eu balanço nesta rede binária
Colocando e dependurando os versos
Estico o meu cordel iluminado
Menos solitário que um divã
Mais colorido que uma hóstia
E o prato da balança pesa uma rebelião.