Não escrevo pra nenhum careta num dia de Nossa Senhora
Que leiam seus versos aramaicos cheios de Eva
Num perco uma letra comendo castanhas na virgem manhã
É dia das crianças e os shopping cheios de cristãos
Adorando etiqueta no templo da burguesia
O meu é o tempo dos vegetais
Dos bandeirantes descolados ensinando bioenergia
E dos estudantes incendiando o matagal
Da cidade voltando ao campo
Para a última partida do nosso verdadeiro futebol.