Sou um jardineiro do cordel de flores
Regando versos à roseira encantada
Sou o vento semeador do verde
Da verde e inventiva esperança
Sou um sementeiro regador de serra
Adubador da terra faminta
Seca de amor ou desnutrida de verde vivo
Sou o moço do chapéu de milho
Vestido da maciez do algodão
Estalando o calcanhar de vinho
Com minhas sandálias de capim dourado.