As palavras cantam feito um sol de primavera
E as flores abrem no jardim da vida
O verso se alimenta do fruto
E semeia feito um sabiá o verde do amanhã
Hoje estou farto de sementes
O sol grita meu nome
O vento fica me chamando
E minha boca venta prosa
Como se o jardim fosse pequeno
Minhas mãos estão furadas
Como as de um jardineiro em chuva de vento
E do caule espinhento
Espera-se o mais belo canto de uma roseira.