Feito cachimbos as fábricas esfumaçam
O pálido céu da manhã paulista
No Villa Lobos pedalo verde
O horizonte paralelo às nuvens
Cinzas
Numa briga além pelo azul do céu
À direita todos ternos
Numa sujeira da paisagem contemporânea
Que esvazia os sonhos
E a realidade pinta códigos de barras
A poesia pôs os olhos nos zumbis da cracolânida
E acordou com a retina poluída.